BOAS VINDAS

SEJAM BEM-VINDOS AO ICAPUÍ POÉTICO.OBRIGADO PELA VISITA.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

PROFESSOR NA PANDEMIA


Prof Antônio José
Neste cordel de meio dia
Vou rimar com mais amor
Vou falar do professor
Em tempo de pandemia
São momentos de agonia
Vividos pelos docentes
Tudo é muito diferente
Com o remoto numa tela
Se acende a luz amarela
A aula para de repente!
Se a net não for amiga
Se o sinal não verdejar
Se só houver um celular
Pode haver muita intriga
Irmão com irmão que briga
Querendo fazer o dever
Outros não gostam de ler
Numa tela toda quebrada
Alguns preferem pelada
E quem vai nos socorrer?
Nessa lida mui constante
Sai do Meet, vai pro zap
Não há trégua, nem escape
O motor trabalha quente
E lá vem mais um discente
Perguntar o que se passou
Ele nem na aula entrou
Pra ver a didática do dia
E o professor na agonia
Nem um suco ele tomou!
Há aluno que não procura
Baixar um aplicativo
Mesmo tendo incentivo
Ele acha isso loucura
Outro acha uma frescura
E até para os pais mente
Porém ele está ciente
Que vai passar de ano
Pois o Corona é desumano
Mas é amigo do discente!
E agora eu vou embora
Com minha rima amorosa
A pademia é dolorosa
Mata gente mundo afora
Tempo bom é o de outrora
Com professor de pertinho
Uma lousa no cantinho
Aluno sendo um parceiro
Professor sempre guerreiro
Na escola e no seu ninho!
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, criança e ao ar livre
Aila Barbosa, Adriana Rodrigues e outras 7 pessoas
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CONVERSA COM O REI JESUS

 Conversa com o Rei Jesus

Prof Antônio José
Perguntei ao Rei Jesus
Como viver na pandemia
Já que tanta morte havia
Precisava de uma luz
Ele me mostrou uma cruz
Mas ela estava vazia
Na hora eu não entendia
O que o Mestre revelava
Mas depois Ele falava
"Filho, como eu queria!
Queria que a criatura
Se fizesse consciente
Não na hora deprimente
Mas na hora da fartura
Sou Jesus que salva, cura
Não importa o problema
Solto o preso da algema
Faço dele um vaso novo
Filho, diga para o povo
Que há, hoje, um dilema!
Mas na cruz tá a vitória
O homem precisa enxergar
Ele precisa sempre olhar
Que é minha toda a glória
Filho, escreve essa história
Com poesia mui rimada
Fale com rima abençoada
Que tudo isso vai passar
Que o mundo não vai parar
Que continua a caminhada!
Filho, eu fiz a criatura
Dei a ela mui inteligência
Hoje ela ignora a Ciência
Com sua mente imatura
Por isso a pandemia dura
E a morte só aumenta
O homem não se sustenta
Andando na contramão
Roubando vacina e pão
Com uma atitude violenta!
Olhe para o SUS agora
Veja como ele se encontra
A morte lá anda pronta
Morre gente toda hora
O homem no mundo afora
Provoca esse dilema
Aumenta esse problema
Fazendo aglomerações
Sem máscaras, restrições
Nas ruas e no cinema!
Como viver o hoje em dia
A prevenção nos fascina
O remédio é a vacina
Para curar a pandemia
Usar a máscara, ele dizia
Lavar bem as duas mãos
Lavar também o coração
Se libertar do rancor
Cultivar a paz e o amor
Sem plantar a ambição"!
Nesse momento, senhores
Eu fiquei bem animado
Disse ao Mestre Amado
Que via dias promissores
Que os vírus invasores
Vilões dessa pandemia
Provocadores de agonia
Seriam mui derrotados
Que meu Mestre adorado
Tem a glória, a primazia!
Sai daquela revelação
Com a imagem na tela
A cena era mui bela
Balançava o coração
Via os anjos em ação
E louvor até em Marte
Vou fazer a minha parte
O recado já foi dado
O poema está lacrado
Com poesia e com arte!
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, violão e área interna
Hélio Fernandes Rebouças, Alaene Barbosa e outras 7 pessoas
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SE NÃO FOSSE O TRABALHADOR

 Se não fosse o trabalhador

Prof Antônio José

Se não fosse o trabalhador
A comida não ia pra mesa
O pão não teria a proeza
De ser do café, o primor
O peixe com o seu sabor
Não ia para a brasa quente
O palhaço artista e contente
Não exibia o seu resplendor
Se não fosse o trabalhador
O que seria da vida da gente?
Se não fosse o trabalhador
Não havia feira na praça
Nem no circo haveria graça
Nem carro tinha o motor
Ninguém seria um doutor
Nem o carro era existente
Faltava o café puro e quente
E na festa não tinha cantor
Se não fosse o trabalhador
O que seria da vida da gente?
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, criança, ao ar livre e texto que diz "Vivo, Oi 07:36 dom, 20 de dezembro ã +16 profess eu val"
Maria José Rebouças Pereira, Jaedson Marques e outras 2 pessoas

CRÔNICA: DA REDE LÁ DE CASA

 



Prof Antônio José
É domingo e costumo sempre visitar a minha mame. Hoje não é diferente! Estou saindo rumo a praia de Barreiras, potencial turístico certamente atenuado pelo caos da pandemia. E lá vou eu na minha branquela com a esposa ao lado. MÁSCARA no rosto, afinal os vidros estão abertos e mesmo que não estivessem, não podemos ser negligentes com o bem mais precioso, a saber: a vida!
Estou passando, nesse momento, pela avenida, e observo algo que me preocupa: se não bastasse a falta do capacete, falta agora também a máscara. Os casos de Covid continuam se manifestando e já são quase 450 mil mortes no país. Icapuí não é uma ilha deserta, um paraíso inabitável!
Sigo viagem, estou chegando na Praça da Liberdade e me deparo com alguns seres humanos também sem máscaras. Começo a pensar: será que a pandemia chegou ao fim? Seria muito bom para ser verdade, mas ela segue matando em ritmo acelerado. Estou agora entrando em um corredor que dá acesso à praia. Não posso esquecer do meu destino: casa da mame! Ao sair do corredor, o mar me recebe de braços abertos e a brisa canta a melodia da maresia. E lá vou eu cruzando a pista, olhando para cada passante, não sou fiscal, mas sou um observador da vida.
Paro na minha casa de praia. Um serviço de reparo, nunca falta, pois até às paredes se estragam com a maresia, imagine o corpo com o coronavírus! Hora do almoço, uma carne de sol feita por mãos abençoadas e aqui faço justiça a Barraca da Peixada. Depois de encher o bucho, como diz o nordestino, aquela esperada soneca de rede Tijubana. Mas ainda não foi aqui que tomei um susto.
Acordei na hora do café, lembrei-me do bolo de milho da mame e fui correndo para lá. Depois de saborear um bolo pamonha, que só ela sabe fazer, vejo uma rede armada e não perdo tempo, afinal, o corpo pede descanso. E é nessa hora que avisto passantes, condutores mais uma vez sem o apelo da máscara preventiva. Onde está ela? Em casa, na bolsa, no bolso, na gaveta, no porta-luvas? Não era para está no rosto cobrindo o nariz e vestindo a boca? Ah, eu não sou fiscal, mas sou observador e essas oportunidades são a matéria prima da minha crônica. Da rede lá de casa...