BOAS VINDAS

SEJAM BEM-VINDOS AO ICAPUÍ POÉTICO.OBRIGADO PELA VISITA.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Cordel
Ele pica, ele Zica
Prof Antônio José
Ele é um mosquito
Que veio do lado de lá
Pegou porão de navio
Chegou do lado de cá
Em Pernambuco surtou
Para o Ceará voou
Com a missão de picar.

A fêmea transmite o vírus
Que a dengue pode causar
Carrega também o Zica
No seu sangue ao voar
E a Chicungunha completa
Sua tríade de alerta
Em todo o meu Ceará

Febre e dores nas juntas
O doente vai apresentar
Manchas vermelhas no corpo
Quebradeira sem parar 
Cérebro com anomalia 
Lá vem a microcefalia 
As mulheres preocupar

Por isso digo minha gente
Nesse cordel repentino
O mosquito ataca o velho
E o jovem sem desatino 
Mas há como combatê-lo
Ouça o que vou dizê-lo
Nos meus versos seu menino

Não deixe água parada 
Nem reservatório aberto 
Feche bem a sua caixa 
Deixe seu tambor coberto 
Emborque litro e latinha
Cuide de sua plantinha
Do errado faça o certo.

Use sempre mosquiteiro
Quando deitar pra dormir 
Ou passe o seu repelente
Para o mosquito sumir 
Faça tudo com jeitinho 
Demonstrando seu carinho
Seja lá ou seja aqui!

E assim vamos combater
Esse mosquito em mutirão
Seja nas ruas, na escola 
Na cidade e no sertão
Pois o bichinho é danado 
E pra não ser mais picado 
O melhor é a prevenção.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aluno dedicado



Profº Antônio José

Aluno dedicado
Não esquece a lição
Estuda toda hora
Quer sua emancipação

Aluno dedicado
É frequente e pontual
Está ligado na aula
Com atenção sem igual

Aluno dedicado
O saber ele incute
Não deixa de estudar
Para está em facebook

Aluno dedicado
Ama livros e revistas
Visita a biblioteca
Sua fonte de conquista

Aluno dedicado
Participa do processo
É sujeito do saber
Construtor do seu progresso

Aluno dedicado
Ama muito a sua escola
Assistir uma boa aula
É melhor que jogar bola

Aluno dedicado
Não precisa de recuperação
Numa prova ele mostra
Que já sabe da lição

Aluno dedicado
Faz sempre a diferença
Na escola é um exemplo
Para os outros, referência

Aluno dedicado
Não tem tempo a perder
Estudar é o seu foco
Ele quer mesmo aprender

segunda-feira, 18 de maio de 2015


AMOR
Profº Antônio José

O amor é sem explicação
Quem explica o amor não ama
O amor é diferente da paixão
Não nasce para morrer na cama
O amor é o meu silêncio eterno
É o meu verão nas noites de inverno
É um coração que por te clama

O amor é a luz na escuridão
É a fogueira de um coração gelado
O amor é sentimento, não sensação
O amor é o que fica do acabado
Ah, o amor é a travessia de um rio
Nas noites de perigo e de frio
O amor não pode ser explicado!!!












domingo, 17 de maio de 2015

DE VOLTA PARA BARREIRAS


Profº Antônio José
Estou na capital do Estado
Cercado de gente acamada
Ando de elevador, prefiro escadas
Vejo homem agonizando, deitado
Ambulâncias com alarme ligado
Uma senhora chorando, desespero
A paciência do médico, enfermeiro
Para aquela vida salvar, salvar!!!
Sei que a vida vale à pena
Mesmo que seja pequena
Mesmo que não haja dinheiro

Prefiro voltar para Barreiras
Lá tem a maresia tão falada
O pescador de bote, jangada
Os coqueirais, as ribanceiras
Lá tem o peixe, as churrasqueiras
E a índia que adentra o mar
O vento que não para de zoar
Os morros com areia reluzente
Quando o Sol toca-lhe somente
Barreiras, tu és o meu lugar!

domingo, 10 de maio de 2015

Saudosa Memória

Profº Antônio José
Para as mães que já partiram
Que nos deixaram lembranças
Que na Terra foram rainhas
Que no céu hoje são santas
Mães que não morrem jamais
Que vivem em jardim de paz
Na memória de uma criança

Para as mães que viajaram
Porque Deus deu permissão
Para as mães que não deixaram
De cumprir sua missão
A nossa mensagem é esta:
No céu hoje também tem festa
Com os anjos em ação

Para as mães de todo mundo
Que hoje tem outra vida
Que torcem pelos seus filhos
Na Terra, pérolas queridas
Mães que vivem eternamente
Que não saem da nossa mente
Não devem ser esquecidas!!!


terça-feira, 5 de maio de 2015

ARTISTA DA PRAIA


Profº Antônio José

Artista da praia
Seu corpo é queimado
Sua pele é salgada
Seus pés são rachados
Artista da praia
Corre de jangada
Nada de Ferrari
Ou Hilux blindada
Artista da praia
Não tem despertador
Acorda cedinho
Com a voz do pescador
Artista da praia
Não dorme em mansão
Sua rede é de fio
Seu lençol, algodão
Artista da praia
Não vive em piscina
Seu banho é no mar
Inventando rima
Artista da praia
Não come importado
Seu almoço é o peixe
Cozido ou assado
Artista da praia
Ama a natureza
Contempla a Lua
Com a sua beleza
Artista da praia
Também é poeta
De noite e de dia
Na curva ou na reta










segunda-feira, 6 de abril de 2015

ESCURIDÃO
Professor Antônio José
Seu menino me dê licença
Para rimar com precisão
Moro aqui no calçadão
Onde o povo ainda tem crença
Onde se marca presença
Nos bancos batendo papo
Onde não se engole sapo
Nem mesmo na escuridão
A praia agora é sertão
E os postes, os jenipapos

A luz sumiu, foi embora
O povo anda as escuras
 A foto traz a gravura
De um calçadão de agora
E o poeta sem demora
Denuncia esse regresso
Faz do poema, eu confesso
Um pedido de providência
Luz não é luxo, é carência
É sinônimo de progresso

Sem luz reina a escuridão
O povo anda assustado
O turista passa voado
O pescador sem marcação
Quem anda no calçadão
Pode levar uma topada
Se a carteira é roubada
Ninguém recupera mais
Olha só o que o breu faz
Numa praia abandonada

E agora eu vou embora
Com uma lanterna na mão
Não tem luz no calçadão
Só os vaga lumes agora
Nem a Lua está de fora
Barreiras voltou o que era
A escuridão impera
Nessa praia admirada
Hoje uma luz apagada
Um sertão sem primavera

segunda-feira, 30 de março de 2015

MULHER

Profº Antônio José

És uma figura divina
Obra do grande artesão
És uma parte do homem
Desde a sua criação
És companheira nos lares
És a sereia dos mares
És a brisa do verão

Do jardim és a orquídea
Que enfeita a natureza
Do universo és a estrela
Com todo brilho e pureza
Do palácio és a rainha
Dos pássaros a andorinha
Expondo graça e beleza

Tua presença no mundo
Completa a convivência
Teus passos são valiosos
Enriquecem a existência
Teu privilégio maternal
Um dom sempre celestial
Centro de toda essência

Poetizar a tua grandeza
Na pequenez dessa rima
É escrever versos de ouro
Extraído de uma mina
É cantar com os pardais
No nascer dos matinais
Nas cidades, nas campinas

Por isso sempre anuncio
O vento sopra onde quer
A rima nasce das cores
De um arco iris qualquer
E nada é tão inspirador
Para um poeta amador
Que a figura de uma mulher


















sábado, 21 de março de 2015

No restaurante

Profº Antônio José

O que vou contar agora
É ficção de verdade
Estava eu numa cidade
Quando a fome me devora
Disse naquela mesma hora
Vou matar essa danada
Nem que seja uma queijada
Como sem perguntar preço
Pois a fome é um tropeço
Na vida do camarada

Lá vou eu ao restaurante
Olho e vejo muita comida
Só Deus sabe a barriga
De um pobre acompanhante
Pego o prato num instante
E pergunto a uma senhora:
“O que posso pegar agora
Diante de tanta variedade”?
Ela responde com bondade:
“Tudo moço, essa é a hora”!!!

Pergunto para a senhora:
“Posso eu encher meu prato”?
“Ela disse sim, com um trato
Não jogar comida fora
Saiba você nessa hora
A sobra aqui tem um preço
Deixe aqui seu endereço
Para qualquer informação
Hoje temos promoção
Coma sem nenhum tropeço”

Fiquei muito animado
Mas algo me invocou
Comer tudo eu não vou
Pois osso fica de lado
Como vou deixar zerado
O prato nesse contrato
Vou chamar o cão, o gato
Para limpar direitinho
Os ossos desse pratinho
E ficarei muito grato

E assim eu me livrei
De pagar aquela sobra
Pois osso não sai em obra
Mesmo sendo ela de rei
Pagar o que não usei
É injustiça eu confesso
Nessa hora um manifesto
Apareceu com bandeira
Todos contra a roubalheira
Do Brasil. do universo














terça-feira, 17 de março de 2015

Morena



Profº Antônio José

Morena quando eu te vejo
O sangue foge das veias
As pernas ficam dançando
O pensamento vagueia
O coração fica em disparada
A boca dá gargalhada
A voz não sai, titubeia

A tua pele morena
É mineral cobiçado
Essa tua cabeleira
É meu mundo encantado
A tua boca sorrindo
É uma flor se abrindo
Num jardim todo enfeitado


Morena eu vou embora
Mas fica aqui minha sorte
Hoje não moro no Sul
Estou morando no Norte
Quando lembrares de mim
Talvez seja eu pinguim
Talvez seja teu mascote

segunda-feira, 16 de março de 2015

Feliz Aniversário
Profº Antônio José
Hoje eu começo o dia
Com parabéns para você
Pois o Deus da providência
Muito vem lhe conceder
Sabe do seu coração
Do seu amor e perdão
Do que faz por merecer

Você é uma pessoa
Fonte de luz e calor
Que irradia esperança
Na alegria e na dor
Que cativa toda gente
Que espalha a semente
No solo fértil do amor

Você é uma grande amiga
Que aprendemos a admirar
É companheira de todos
É uma mãe exemplar
É mais que coordenadora
Você é uma educadora
Tem muito o que ensinar

Por isso é que nessa data
Vimos lhe homenagear
Continue sendo essa pessoa
Aqui ou em qualquer lugar
E que Deus na sua bondade
Conceda-lhe rio de felicidade
Por onde você passar

Termino aqui minha rima
Com perfume primaveril
Com muita simplicidade
Com sinceridade e brio
Todos nós lhe desejamos
A imensidão dos oceanos
E a tranquilidade de um rio

terça-feira, 3 de março de 2015

“Botando boneco”


Profº Antônio José

O poeta agora vem
Nesta rima homenagear
Uma pessoa de sua terra
Que não para de brilhar
Um artista do mamulengo
Uma figura de quengo
Do boneco Baltazá

Falo de seu Gilberto
O homem da alegria
Que nasceu em Areia Branca
E logo se mudaria
Vindo para Icapuí
Com dois anos chega aqui
Já fazendo estripulia

Recebeu uma notícia
Que um espetáculo haveria
Com Antonio Frazeiro
Um artista da Bahia
Que ali no Berimbau
Uma apresentação manual
Esse artista faria

Com apenas oito anos
Seu Gilberto despertou
Para o teatro de boneco
Que muito lhe cativou
Mesmo tendo que trabalhar
Pescando no bravo mar
Seus calungas não deixou

Pegava uma hortência
Planta de caule macio
Desenhava seus bonecos
Com imaginação e brio
E atrás de uma empanada
Muita história contada
Tirada de mar e rio

Ele hoje é conhecido
Por sua arte popular
Bota boneco em casa
Em todo e qualquer lugar
E aqui uma homenagem
A Gilberto uma imagem
Esse artista exemplar

domingo, 1 de março de 2015

"Se correr, o bicho pega,
Se ficar, o bicho come"


Profº Antônio José

A gasolina aumentou
E o carro só consome
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

O prestador sem dinheiro
E a barriga com  fome
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

A seca matando tudo
E o sertanejo sem money
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

A maré só avançando
E sem socorro o homem
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

Aumentou conta de luz
E também o telefone
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

Tem gente andando a noite
E vendo o lobisomem
Se correr, o bicho pega
Se ficar, o bicho come

Só tem um jeito de escapar
Botando a boca no trombone
Aí o bicho não pega
Aí o bicho não come


Cidade natal
Profº Antônio José

Sou um poeta criança
Que nasceu no Ceará
Moro aqui em Icapuí
Aqui é o meu lugar
Terra de muito coqueiro
De matas e tabuleiro
De falésias e de mar

Terra de gente guerreira
De pescador destemido
De mulher trabalhadora
Do peixe fresco cozido
Da farinha na quimanga
Da rapadura ou da manga
Do coco seco caído

Sou aqui dessa terra
De riquezas naturais
Do sal, tempero importante
Do petróleo, minerais
Da lagosta apreciada
Do camarão, da espada
Dos frutos dos manguezais

Sou aqui de Icapuí
Descobrindo poesia
Escrevendo a beleza
Seja de noite ou de dia
Cumprindo a minha missão
Construindo educação
Buscando sabedoria

Sou aqui de Icapuí
Onde o bem venceu o mal
Onde a emancipação
Abriu a porta do curral
E me fez um cidadão
Que está em construção
Na sua terra natal