BOAS VINDAS

SEJAM BEM-VINDOS AO ICAPUÍ POÉTICO.OBRIGADO PELA VISITA.

sábado, 6 de julho de 2019

No meu tempo de criança













Profº Antônio José

No meu tempo de criança
Tudo era muito diferente
Eu brincava de roladeira
Brincava de batata-quente
Fazia meu cavalo de pau
Esse era o nosso animal
Para galopar com a gente!

No meu tempo de criança
O brinquedo era inventado
O carrinho era de madeira
A vara de canela-de-veado
Não conhecia o molinete
Mas conhecia o cavalete
Um brinquedo do passado!

No meu tempo de criança
Brincava de cata-vento
Minha prancha, uma tábua
Meu banco era de cimento
Tomava banho de lagoa
Pense numa era mui boa
Hoje tudo é lançamento!

No meu tempo de criança
Jogava bola na praia
Pescava peixes nas pedras
No morro, soltava arraia
Fazia esculturas na areia
Ouvia histórias de sereia
E sorria com o ZÉ MAIA!

Hoje tudo está mudado
A criançada vive parada
Só teclando em botões
Dormindo pela madrugada
A vida é pura velocidade
Só se escreve pela metade
E não se cria quase nada!

Hoje, criança pensa menos
Não treina a inventividade
O cérebro é dos eletrônicos
Que invadem campo, cidade
Tempo bom era o da gente
Que em meio ao sol quente
Soltávamos a criatividade!
O que dizer de um cão?













Prof Antônio José

O cão é um bom amigo
Companheiro de outrora
Ele não te deixa sozinho
Está contigo dentro, fora
Conhece bem o seu dono
Não te deixa no abandono
Mas te protege toda hora!

O cão é um bom parceiro
Defende o seu território
Brada com som estridente
Mesmo que seja em velório
Olha com olhar matreiro
Pode ser bem traiçoeiro
Com gesto público, notório

O cão fala com movimento
Com latidos repentinos
Cumprimenta o seu dono
Seja ele adulto ou menino
É um animal mui inteligente
Chega a discursar pra gente
Quando está em desatino!

Por isso digo com rimas
Com versos fecho o cordel
O cão é amigo de verdade
É um amigo sempre fiel
Ter um cão com esse perfil
É ter um casamento civil
Com assinatura no papel!
RUA DA ESPERANÇA











Prof Antônio José

Neste cordel repentino
Escrevo com verde-anil
O verde da esperança
Que na rua a gente viu
Esse bichinho elegante
Um sentimento radiante
Que nos torna nota mil

O nome da nossa rua
É verso, rima e poesia
É a força dos moradores
Esperando melhores dias
Por isso a nossa aliança
Em torno da eperança
Com muita diplomacia!

O nome foi escolhido
Através de uma consulta
Teve bem-te-vi no meio
Competindo na disputa
Teve professor também
Mas a esperança do bem
Venceu com garra e luta!

Agora é só esperança
No presente e no porvir
Esperar pela aprovação
Que do papel deve sair
Creio na união do povo
No sentimento de renovo
Que veste nosso Icapuí!
A BELEZA DA MULHER













Prof Antônio José

Nunca ela pode ser feia
Tenha carne ou tenha osso
Só precisa de cabeleira
Correntinha no pescoço
Usar um batom vermelho
Ser amiga de um espelho
E cuidar bem do seu corpo

Andar de cabeça erguida
Com Jesus no coração
Nunca economizar sorriso
Não faltar com saudação
Viver de bem com a vida
Ser uma horta bem florida
E ser como sol de verão!

Ser amiga da diplomacia
Da educação e elegância
Ter um coração bondoso
Carregar sempre esperança
Sepultar o ódio e o rancor
Ser um oceano de amor
E ser inimiga da vingança!

Semear a beleza interior
Com atitudes e surpresas
Andar sempre bem vestida
Sem mostrar sua nudeza
Pode até mostrar um anel
Tornar-se doce como o mel
E ser um mar de gentileza!

E assim todo preconceito
Vai ter que bater em retirada
Pois o corpo não diz tudo
Para muitos não diz nada
E a beleza de uma mulher
Vem de um detalhe qualquer
Quando ela se sente amada!
O CONTROLE É DELE










Prof Antônio José

Deus controla a natureza
Com carinho e mui amor
Na noite chega a frieza
Na tarde chega o calor
O Sol nasce pela manhã
Com seus raios de avelã
E a chuva apaga o vapor!

Na tarde o Sol se esconde
Na noite a Lua clareia
As nuvens ficam escuras
O vento carrega a areia
O arco-íres enfeita o céu
Os trovões rasgam o véu
E a maré seca ou tá cheia!

Os pássaros cantarolam
Nas matas do meu sertão
As estrelas brilham no céu
Nas noites de escuridão
O mar dá os seus frutos
A terra, os bichos brutos
E o sangue sai do coração

A chuva cai lá de cima
Com gotas frias, geladas
A maresia se espande
No corpo da madrugada
As ondas se agigantam
Os sapos na lagoa cantam
E dos montes cai geada

As plantas mudam de cor
Com a chuva precipitada
As aves enfeitam o céu
Com explosão de revoada
O rio corre mui sereno
O clima se torna ameno
E no curral muge a boiada

E aqui vou terminando
Os meus versos rimados
O controle é do meu Deus
Que nunca será frustrado
Pois o mundo Ele criou
No sétimo dia descansou
Seja Deus aqui louvado!
JANGADEIRO










Prof Antônio José

Hoje vou rimar com precisão
Poderia falar do boiadeiro
Mas quero falar do jangadeiro
O homem com o leme na mão
Estou na praia, não no sertão
E vejo quanta coragem, ousadia
Acordar na madrugada fria
E enfrentar o mar, o vento frio
Sozinho, em dupla ou em trio
O jangadeiro vive da pescaria

Ele chega na praia cedinho
Com sua quimanga e anzóis
Sai do calor de seus lençóis
Da sua choupana, do seu ninho
Ergue uma vela com carinho
E vai rolar sua humilde jangada
Espera uma pesca abençoada
Pois confia em Deus, o Senhor
Sabe ser Ele o nosso provedor
Seja de dia ou de madrugada.

O jangadeiro vive de esperança
Sua linha tem um movimento
Sua isca tem encantamento
Que sob o mar brilha e dança
Ele não usa arma ou uma lança
Apenas um anzol bem encurvado
Que fisga o xaréu e o dourado
Com magia, experiência e arte
O jangadeiro, um grande baluarte
Deveria ser bem mais valorizado

E agora termino a minha rima
Com uma vela lá no horizonte
É uma jangada que foi ontem
E volta com peixe, ouro e mina
Talvez seja de Barreiras de Cima
Ou de qualquer outro recanto
É o jangadeiro com seu canto
Voltando para sua residência
Com os frutos da sobrevivência
Para a sua alegria e acalanto!
MIRANTE










Prof Antônio José

A rima é boa e eu gosto
O tom tende a ser vibrante
O assunto é ponto turístico
Falo do nosso MIRANTE
Que tem uma vista boa
Encanta qualquer pessoa
Com beleza estonteante!

Lá no alto de um tabuleiro
Está o navio de concreto
Com sua proa para cima
E os mastros todos retos
Mastros que dão sua luz
Que nas palmeiras reluz
Com tom quase discreto!

Seus bancos são coloridos
Sua cabine fica no centro
Tem degraus nas laterais
Seu convés é de cimento
As varandas madeira-nobre
Nele anda o rico e o pobre
Fotografando o momento!

Estando na proa ou na popa
Ou no centro desse navio
A paisagem fica mui bela
O vento torna-se mais frio
O mar fica verde-azulado
Os coqueiros esverdeados
E o pensamento com brio!

E agora eu já vou embora
Pois o MIRANTE poetizei
Com verso e rima de ouro
Que no pensamento achei
O navio fica ancorado aqui
Na nossa cidade de Icapuí
O MIRANTE que lhes falei.
REDONDA










Prof Antônio José

E com meus versos rimados
Vou lhes falar de uma praia
Não é quadrada é Redonda
Onde a botarada se "espaia"
Nela vive um povo guerreiro
Que luta chegando primeiro
Seja de short, calça ou saia

Redonda é mui conhecida
Pelas belezas paisagísticas
Pelo pescador artesanal
E por ser uma praia turística
Suas barracas a beira-mar
O sotaque próprio do lugar
Faz essa praia ser mística!

No amanhecer de cada dia
Ver-se velas brancas ao vento
São os pescadores ousados
Navegando de mar adentro
Saem em busca da comida
Numa aventura destemida
Lutando por seu SUSTENTO!

Redonda tem seus encantos
Um mar sereno e tranquilo
Um povo muito hospitaleiro
O pescado sempre é no quilo
Tem cultura pra dar e vender
Comidas deliciosas pra comer
Um mar tão valioso como Nilo

E agora o poeta se despede
Com mais um texto em cordel
Para essa praia mui querida
O poeta tira mais um chapéu
Tão popular como uma Honda
É essa praia chamada Redonda
Cujas falésias são seus véus!